No meio de um deserto de destroços,
fora descoberta uma vila de pouca gente,
onde tudo se pinta com um sorriso insípido e insano em preto e branco,
para assim mascarar a carne crua.
Emaranhado de caminhos de terra, e a rua principal.
Ao fim dela, descendo o morro da verdade, dá pra ver um casebre
em meio à circunferência de flores murchas, pétalas quase pó.
Do lado de fora quase nenhuma cor, todo pudor - monótono.
A porta de madeira velha, rangindo, cantando baixo
latejando a discrepância entre os passos.
'- Pode entrar ... Melhor tirar o casaco, abrir os braços e fechar os olhos.
- Mas por quê?'
Temperatura - como óleo e rastro de pneu, queima.
Sussuros condenam um prazer incomun,
o hedonismo de unhas e dentes afiados que marcam
- mordem e arranham - desde o primeiro contato.
Os vidros embaçados - pequenas gotas deslizam correndo,
qual chega mais rápido ao vão da janela?
Confuso .. ás vezes parece pimenta, noutras canela.
Um enorme feixe de luz, dança entre todas as tonalidades
e pinta os cabelos feito aro-íris. Claro, estonteante.
Não há vergonha ou roupa que esconda tamanho gozo
inocente e crente num sentimento incabível em palavras.
Ainda mãos apertando, uma boca intrusa,
uma língua doce que nada diz, mas faz sentir.
O instante seguinte é sempre a maior surpresa do suspiro anterior.
Um dia fora corpo. Agora, a carne viva vive de outra forma,
presa à surpresa de ser tão e completamente sua,
a ponto de se multiplicar e dividir.
fora descoberta uma vila de pouca gente,
onde tudo se pinta com um sorriso insípido e insano em preto e branco,
para assim mascarar a carne crua.
Emaranhado de caminhos de terra, e a rua principal.
Ao fim dela, descendo o morro da verdade, dá pra ver um casebre
em meio à circunferência de flores murchas, pétalas quase pó.
Do lado de fora quase nenhuma cor, todo pudor - monótono.
A porta de madeira velha, rangindo, cantando baixo
latejando a discrepância entre os passos.
'- Pode entrar ... Melhor tirar o casaco, abrir os braços e fechar os olhos.
- Mas por quê?'
Temperatura - como óleo e rastro de pneu, queima.
Sussuros condenam um prazer incomun,
o hedonismo de unhas e dentes afiados que marcam
- mordem e arranham - desde o primeiro contato.
Os vidros embaçados - pequenas gotas deslizam correndo,
qual chega mais rápido ao vão da janela?
Confuso .. ás vezes parece pimenta, noutras canela.
Um enorme feixe de luz, dança entre todas as tonalidades
e pinta os cabelos feito aro-íris. Claro, estonteante.
Não há vergonha ou roupa que esconda tamanho gozo
inocente e crente num sentimento incabível em palavras.
Ainda mãos apertando, uma boca intrusa,
uma língua doce que nada diz, mas faz sentir.
O instante seguinte é sempre a maior surpresa do suspiro anterior.
Um dia fora corpo. Agora, a carne viva vive de outra forma,
presa à surpresa de ser tão e completamente sua,
a ponto de se multiplicar e dividir.
Uauu! haha
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